Artigo do Mês - Ano XVIII– Nº 205 – Abril de 2019

 

Quem conhece a história do nosso país, a verdadeira, aquela que relata os fatos tal como aconteceram - e que é bem diferente daquela outra, distorcida e escrava da ideologia, que os professores “progressistas” enfiam irresponsavelmente nas cabeças de crianças, jovens e adultos – pode afirmar com total segurança que desde o ano de 1500 nunca um chefe de Estado, seja Governador Geral, Vice-Rei, Príncipe Regente, Imperador ou Presidente, sofreu tantos ataques sucessivos como o atual Presidente.

A parcela da população brasileira que não se deixa guiar, atônita, perplexa e embasbacada, vem assistindo, desde o primeiro dia deste ano e mesmo antes da própria posse do atual mandatário, a um bombardeamento cruento, impiedoso e terrível por parte dos ditos meios de comunicação. É, sem exagero, estarrecedor o canhoneio quase bélico contra o chefe de Estado, seus ministros e qualquer pessoa ou mesmo simples ideia ou acontecimento que se atreva a ser identificado, ainda que longinquamente, com o alvo das arremetidas. 

Nessa guerra sem trégua dos meios de comunicação contra o primeiro governo não esquerdista em mais de três décadas, os meios baixos que têm sido utilizados têm sido tão perceptíveis que chegam ao ponto de levar o veterano jornalista José Roberto Guzzo, que pertence ao seleto grupo de profissionais da imprensa que procuram informar com isenção, a assim resumir em seu twitter

“Não existe oposição. O que existe é uma gritaria contra tudo o que

o governo fez, acha que deve fazer ou está fazendo. Nunca houve

tanta indignação por parte dos adversários em relação a

quaisquer gestos do presidente, por mais banais e irrelevantes”.

É verdade. Estamos presenciando uma verdadeira histeria protagonizada por “formadores de opinião”, meios políticos e o restante do “Brasil relevante”, viciados nos três velhos cacoetes: o de moldar o julgamento alheio para atender a interesses próprios, o de receber algum agrado em troca de apoio e o de julgar que sua agenda esquerdista-progressista é compartilhada por todos no país, com exceção de uma irrelevante meia dúzia de três ou quatro, que carimbam sem pestanejar como direita radical

Cada suspiro, ou mesmo ameaça de suspiro, ou até ausência de ameaça de suspirar do governo é perseguido, difamado, caluniado, enxovalhado, detratado, injuriado e pisoteado, de manhãzinha até a mais alta noite, seja oralmente, por escrito, por imagens, por manchetes capciosas, por entrevistadores, apresentadores, locutores e escritores. Um inacreditável circo de horrores! Mentem descarada e despudoradamente em cadeia nacional e com ares de superioridade moral. 

Na semana passada, por exemplo, uma jornalista conhecida por suas tendências esquerdistas do tipo maria-vai-com-as-outras, “demitiu” um ministro ao vivo, em um programa noturno de um conhecido canal fechado de TV, com ares de que estava dando um espetacular furo de reportagem, a ponto de provocar reação quase imediata do próprio presidente no twitter, desmentindo o tal furo. Retratação? Nem pensar, nem pela emissora e nem pela profissional responsável pela barrigada. E assim é sempre. Plantam mentiras que não são confirmadas, queimam reputações e fica tudo por isso mesmo. 

Não quero me alongar, mas preciso convidar o leitor a pensar nos porquês de toda essa caça implacável. A meu ver, são dois. 

O primeiro é mais do que evidente. Trata-se da apropriação da “verdade” por parte da esquerda e seus representantes, no bojo da conhecidíssima revolução branca gramsciana, que vem se esparramando em todos os espaços ditos culturais desde muito tempo, mas que, por incrível que pareça, infelizmente ainda é negada por muita gente contrária ao socialismo e considerada uma narrativa fantasiosa e conspiratória. Só que, enquanto os iluminados debochavam dela, essa apropriação cultural da esquerda avançou a tal ponto que hoje, se fosse feita uma pesquisa, muito provavelmente resultaria na constatação de que em cada dez jornalistas, vinte professores de escolas e universidades e trinta artistas, respectivamente nove, dezoito e vinte e sete são de esquerda. Ou seja, a praga do politicamente correto injetou socialismo nas veias e no cérebro de quase todo o mundo, sem que a maioria percebesse.

Ora, se esse esquerdismo vem ditando cartas na educação, na cultura, na política e na economia pelo menos há três décadas, quando surge alguém que se rebela, torna-se necessário destruir esse atrevimento, não é? E tome pancada, tome mentira, tome insinuação, tome acusação, tome até facada!  Não importa se esse “rebelde” recebeu carta branca com cinquenta e três milhões de assinaturas, porque assim determinam os comandos emitidos pelos três ou quatro neurônios em permanente ebulição de um jornalista típico de esquerda: é preciso dizimar esses fascistas. Chega a ser curioso e risível que muitos inocentes úteis cultivados por anos e anos de doutrinação não saibam exatamente o que foi o fascismo e boa parte deles até escreva facismo, sem s... Claro, a lógica dessa gente é vazia como um terreno baldio e por isso torna-se importante acusar os rebeldes, mesmo que seja de alguma coisa que se desconhece.

O segundo dos porquês é aquilo que um conhecido meu chamava de dor no bolso. Ora, os grandes veículos de comunicação e uma infinidade de blogueiros e sites oportunistas foram sustentados durante pelo menos treze anos pelas verbas bilionárias dos governos petistas. O novo governo, ao anunciar na campanha que acabaria com essa boa vida, estava mexendo em casa de marimbondos e, uma vez empossado, quando cumpriu o que anunciara, entende-se perfeitamente a intensidade, covardia e torpeza do bombardeio.

É difícil afirmar qual dos dois porquês, já que são visíveis e evidentes, é mais determinante e por isso parece apropriado considerar o seu resultado como o produto da fome com a vontade de comer: se um jornalista esquerdista sente incômodo com um governo de direita, é fácil imaginar o que sente um jornalista esquerdista que se sente ameaçado de perder o emprego e os altos ganhos obtidos com palestras em que é contratado na pessoa jurídica. 

Assim sendo – e dado o pouco apreço que têm à ética -, tudo passa a ser válido para atacar o governo e tentar desestabilizá-lo: se o presidente suspende a concessão de novos radares eletrônicos, procuram “especialistas” que defendam os radares; se o grupo terrorista Hamas se manifesta estranhando a proximidade do governo com Israel, não titubeiam em apoiar os inocentes terroristas; se o governo dá um duro no Maduro, engolem em seco e passam a tratar Guaidó como “presidente autoproclamado”; se o governo trata o assassino terrorista Battisti como deve ser tratado – um bandido – ficam do lado do facínora, tratando-o como um militante ou ativista... E tocam o barco no jogo sujo, na certeza de que somos um bando de idiotas incapazes de pensar. 

Essa oposição irresponsável, contudo, parece não ter ainda se dado conta do abismo que criou e vem alimentando incessantemente. A mídia diz é pau, mas o público sabe que é pedra. A mídia anuncia alhos, mas o povo sabe que se trata de bugalhos. A mídia quer que as pessoas aceitem suas mentiras, mas as pessoas fazem exatamente o oposto: passam a duvidar dela.

Quero reafirmar que, como todos sabem, não sou um bolsominion, um seguidor fanático do presidente. E que só decidi que votaria nele por dois motivos singelos: quando percebi que, dentre todos os candidatos, era uma voz isolada e corajosa na defesa dos valores morais em que sempre acreditei e quando vi que o seu programa econômico era muito próximo às minhas ideias. Um conservador nos costumes e um ministro da Economia liberal. Portanto, sinto-me à vontade para criticar algumas falhas que vêm acontecendo no governo e para apoiar muitas medidas que vêm sendo tomadas. 

E, portanto, para dizer que esses ataques sub-repticiamente orquestrados contra o programa que o povo escolheu e o candidato que, com todos os seus defeitos, acabou com os anos das trevas (2003-2018) não têm nada a ver com liberdade de expressão. Seu objetivo é desestabilizar o país.  São, simplesmente, irresponsáveis e criminosos.