[12/12/2017]

É comum entre economistas comparar o voo da águia com o da galinha, o primeiro referindo-se a uma trajetória de longo prazo de crescimento econômico sustentado, caracterizada pela expansão permanente de investimentos e da oferta e o segundo a uma situação de curto prazo, de caráter passadiço e normalmente associada a aumentos na demanda.

A alegoria decorre de que águias voam a grandes alturas e percorrem longas distâncias e galinhas voam poucos metros e baixo. Surge, então, a pergunta relevante: a recuperação de nossa economia, o controle da inflação e a trajetória descendente da taxa básica de juros, que vêm se verificando há poucos meses, são permanentes ou estão condenadas a não serem mais do que uma bolha? 

A chamada Nova Matriz Econômica, perpetrada pelo governo petista, uma salada heterodoxa de estímulos artificiais à demanda, taxa básica de juros falsamente baixa, controles de preços e tarifas, subsídios a grandes empresas amigas do governo, forte participação do Estado e fechamento da economia, apenas ratificou o que a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos vem apontando há mais de um século: o fracasso. Após um breve período, em que incautos imaginaram que a águia estava planando altaneira, mergulhou nossa economia na maior crise de sua história, infectando-a com as principais doenças econômicas, como inflação, desemprego, desinvestimentos, quebra de empresas e ausência de perspectivas. Em suma, tudo não passava de uma galinha não poedeira pulando a cerca.