A IMPORTÂNCIA DOS INTITUTOS MISES NA DIFUSÃO DAS IDEIAS

19/01/2013

idMises costumava dizer que as ideias são mais poderosas do que exércitos. E Oliver Wendell Holmes (1809/1894), médico, professor, palestrante e escritor americano, por sua vez, afirmou enfaticamente que a mente humana, uma vez dilatada por um novo modo de ver o mundo, nunca volta às suas dimensões originais. De fato, ao conhecer uma nova ideia, um homem nunca pode retornar ao que era antes, mesmo que o queira. Um problema aparente é que essas constatações parecem funcionar tanto para as boas quanto para as más ideias. Mas não temos por que desanimar com isso, pelo contrário, temos que buscar sabedoria para agir na certeza de que viver nada mais é do que enfrentar um problema atrás do outro e o que caracteriza os grandes homens, os ativos e os corajosos, o que os diferencia dos pequenos, dos acomodados e dos poltrões, é a maneira como cada um encara o desfile de problemas que formam a estrada da vida.

O quero dizer é que se defendemos as ideias certas - aquelas que são capazes de tornar melhor a vida dos indivíduos respeitando a liberdade de cada um - temos obrigação não apenas de lutar por elas, mas de dilatar o maior número de mentes com essas ideias. Não é qualquer exagero afirmar que agindo assim, estaremos sendo solidários com nossos semelhantes, mesmo que estes, xom as mentes ainda desorientadas no momento, não entendam isso.

 

Esta é nossa tarefa, árdua, mas promissora: difícil porque em nosso país, infelizmente, prevalecem ideias erradas, especialmente aquelas de que o estado deve ser colocado acima dos indivíduos; e esperançosas porque acreditamos no poder das ideias e que devemos confiar em nossa capacidade de transmiti-las às novas gerações.

O sucesso do Instituto Mises Brasil é espetacular no campo da divulgação das ideias de liberdade, respeito aos direitos de propriedade e economia de mercado. Em pouquíssimos anos, o crescimento da influência de nosso instituto na defesa desses ideais de liberdade vem sendo, sem qualquer exagero, espantoso. Como diretor acadêmico do IMB, chego a me surpreender, mesmo com muitos anos atuando como professor universitário, com a quantidade de mensagens que recebo de estudantes de todo o país, algumas de cidades bem distantes e muitas de jovens que ainda não ingressaram em faculdades, todos pedindo orientação sobre como se aprofundar no estudo dos autores austríacos. O mesmo acontece com meus colegas de diretoria e com o presidente Helio Beltrão. É desnecessário enfatizar que isto nos motiva a lutar com vigor cada vez mais forte por aquilo que defendemos.

Aliás, a Escola Austríaca de Economia vem crescendo de maneira extraordinária em muitos países, haja vista a multiplicação que vem ocorrendo de Institutos Mises: além do pioneiro, o Mises Institute, de Auburn, no Alabama, hoje existem congêneres na Alemanha, Austrália, Barcelona, Canadá, Chile, Equador, Finlândia, Itália, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia. Quase todos fundados recentemente, o que é ainda mais promissor. E todos, sem exceção, defendendo boas ideias, aquelas que podem ajudar a civilização a ser melhor, a respeitar as liberdades individuais, a fazer cada agente, desde que ele lute por seu ideal individual de vida, a ser mais feliz.

É com alegria enorme que escrevo estas linhas e é também com duas recomendações dirigidas especialmente aos mais jovens e por isso mesmo mais afoitos: a primeira é que jamais parem de estudar, porque a riqueza intelectual, a lógica e o poder das ideias da Escola Austríaca são de uma grandeza indescritível e sempre podemos aprender coisas novas mediante o seu estudo. E a segunda é que nunca desanimem, sabendo que os resultados de todo o nosso esforço não pode ser imediato, mas que, mais cedo ou mais tarde, talvez em duas ou três gerações, os frutos doces das boas ideias serão colhidos e saboreados por nossos netos ou bisnetos.