O GIGANTE ESTÁ “DE SACO CHEIO”!

20/09/2013

gigasO Brasil veste luto desde ontem, não aquele luto preto que tanto me impressionava quando criança e que me leva até hoje, “burro velho”, a não usar qualquer roupa negra (exceto meias, cintos e sapatos), mas um luto vermelho, a cor preferida dos mentecaptos, idiotas, malucos, idiotas e néscios do bolivarianismo, essa peste negra – ou melhor, vermelha – que vem se abatendo sobre a América Latina! Não vou comentar nada sobre aquele voto de Minerva - que tanto enerva, desde a tarde de ontem, os justos, honestos, honrados, nobres, dignos, probos e íntegros e enche de alegre sensação de impunidade os desonestos, desonrados, bastardos, indignos, ímprobos e desintegrados moralmente -, que acolheu os embargos indecentes. Nem vou dizer uma palavra sequer contra o titular da toga e seus pares que, anteriormente a ele, consagraram tal despautério, até porque alguns devem estar tranquilos, certos de que cumpriram a “lei” em todas as suas letras – ou melhor, se curvaram como súcubos desprezíveis, capachos, subservientes e servis, diante de meros garranchos legislatórios que podem e devem se sobrepor, em seus retos (segundo eles) entendimentos, à moral, à ética, aos bons costumes e à própria dignidade da pessoa humana, o atributo essencial de nossa espécie na perspectiva cristã. Deus, certamente, haverá de julgá-los e lá em cima sabemos que não existem filigranas jurídicas que possam livrar os injustos de expiarem seus pecados, entre choro e ranger de dentes. Pode ser até que alguns não sejam condenados se agiram com retidão de consciência, porque não temos capacidade para conhecer os desígnios do Criador.

 

Mas é triste sabermos que podemos antecipar, olhando para os fatos atuais que se sucedem diariamente no “gigante” entristecido, que, daqui a algumas dezenas de anos, a Geena deverá estar repleta de muitas das figuras que hoje acampam em postos importantes de nossos três poderes. Não devemos desejar isso a ninguém, mas a justiça do Alto é legal - por ser formal -, já que foi exposta, talhada em uma pedra, a Moisés no Sinai, explicada pormenorizadamente por Jesus e escrita pelos evangelistas – mas é também, acima de tudo, justa. Não é cega, mas luminosa; não é corrupta, mas pura; não é meramente formal, mas humana; não é parcial, mas equânime; e não é particular, mas geral.

Por mais que desejemos esquecer o Brasil, não podemos deixar de nos entristecer com aquilo em que os candidatos a futuros habitantes da Geena estão transformando nosso país: uma republiqueta bolivariana de quinta categoria! Mas não é justo que passemos a sofrer permanentemente com essa situação ou, como diziam nossos avós quando se negavam a aceitar alguma situação: “eu hein, Rosa”...

 Cada povo tem o destino que escolhe, consciente ou inconscientemente e, no caso brasileiro, em que os índices que medem a qualidade da educação nos colocam em penúltimo lugar no mundo, essa escolha fatal é claramente inconsciente. Poucos são os brasileiros atualmente que se dão conta dos caminhos que nossa sociedade está escolhendo. Podem sentir que as coisas caminham mal, mas sua reação é ir para as ruas e pedir mais interferência do Estado em suas vidas, quando exigem “passes livres” e outras supostas “gratuidades”; conseguem perceber que há corrupção, mas não enxergam que a essência dessa putrefação moral é a ação humana de pessoas que eles mesmos colocam em postos públicos; e são capazes de apreender que há necessidade de mudanças, mas as que pedem equivalem na prática à de uma família que se muda de um bairro de classe média para uma favela (“comunidade” é o cacete)!

O “gigante”, gente, está, com o perdão da expressão pouco castiça, “de saco cheio”! Nossa atitude nesta hora deve ser de serenidade, mas de firme intolerância, uma santa intolerância, contra as tentativas de bolivarianização do país. Vamos continuar fazendo a nossa parte e, sempre com o pensamento positivo, sabendo que Deus certamente nos livrará da servidão total a que os que estão partidarizando o Estado nos querem submeter. Se o Estado, por si só, é algo ruim, um Estado aparelhado por qualquer partido é muito pior! Vou tentar explicar melhor, para que o leitor não venha a pensar que creio ingenuamente que o Estado possa ser minimamente moral: se o Estado é sempre um ladrão, um agressor eterno de nosas liberdades individuais, um Estado aparelhado, isto é, que subjuga os três poderes e entope o vaso sanitário até a boca com a "companheirada", é muito mais que um ladrão e agressor, é uma quadrilha de psicopatas!

Mas cabe-nos continuar a trabalhar, esclarecer, ensinar, escrever, sulcar, berrar, esmerar, reclamar, exigir, para, enfim, crer. Sim, crer que o “gigante” que a fotografia que ilustra este texto informa estar de partida para a Europa, mandando às favas o país (e as boas normas da vernaculidade), um dia volte, para nos fazer novamente sentir alegria por termos nascido em suas fronteiras. Nunca fui de recorrer a palavrões ao escrever, por isso vou buscar ajuda no idioma do genial florentino Dante Alighieri e soltar um parolaccio daqueles cabeludos, barbudos e bigodudos: Brasile, perchè non va a fanculo?

Meus amigos, boa educação, às vezes, pode ser sinal de covardia...