O QUE ESPERAR DE NOSSA ECONOMIA EM 2014?

02/01/2014

quedaNão se trata de nenhuma bola de cristal, nem de inspiração astral e tampouco de influência do “imaterial”; é, pura e simplesmente, aplicação de teoria econômica trivial, aquela construída a partir dos axiomas da ação humana. A economia brasileira em 2014 vai acelerar seu “avanço para trás” iniciado na segunda metade do segundo mandato de Lula e levado às últimas consequências de irresponsabilidade no governo daquela senhora que ocupa atualmente a cadeira com maior respaldo do Palácio do Planalto. A aludida figura e seu ministro Mantega estão literalmente destruindo - e, em algumas áreas, já conseguiram destruir - o pouco de bom que governos anteriores tinham feito, com enormes dificuldades: a estabilidade dos regimes monetário, fiscal e cambial.

 

Voltamos à Idade da Pedra Lascada em termos de política econômica (sendo que os efetivamente "lascados", no caso, somos nós, os OPT - otários pagadores de tributos): gastos públicos em total descontrole, anabolizantes para inchar o Estado, aumento na carga tributária, política monetária eleitoreira e expansionista durante uma fase em que deveria ter sido conduzida moderadamente, metas de inflação levianamente aumentadas, flexibilidade cambial jogada no lixo e uma coleção de mágicas, truques, prestidigitações e ilusionismos de causar inveja ao Delfim Netto, aos "pais do cruzado" e àquela outra senhora que nos tungou em 1990: isenções fiscais temporárias, estímulos artificiais a alguns setores sempre eleitos pelos tecnocratas, controles ocultos de preços para “segurar” os índices que medem a inflação, manipulação tosca de índices de preços, represamento de "preços administrados", aumentos de impostos internos e até para os brasileiros que fazem compras no exterior, criminosa "contabilidade criativa" e outras pajelanças-lambanças e benzeduras-caraduras, ao som de fundo de um desempenho do famoso “PIB” tocado pelo pior dos funkeiros, ou, em outras palavras, um conceito da música do desenvolvimento econômico absolutamente anacrônico e executado por um músico de péssima qualidade. Nossa música econômica não tem harmonia, melodia nem ritmo. Não é música. É um conjunto de grunhidos.

Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate in Brasile! Sim, porque além de tudo isso, este é um ano de eleições para presidente, governadores, senadores e deputados federais. Preciso acrescentar mais alguma coisa? Acho que se me atrevesse a dizer estaria subestimando a inteligência dos leitores.

E ainda tem mais: mesmo que aquela senhora a que me referi no início não seja reeleita, quem, dentre os demais candidatos, tem sequer a mais longínqua ideia de que o grande e insubstituível insumo para o desenvolvimento de qualquer sociedade atende pelo nome de liberdade? Liberdade de empreender, de escolher, de fazer, de negociar nos mercados, de pensar, de agir (dentro da lei), de consumir, de poupar, de gastar? Quem dentre as múmias econômicas e políticas (mesmo as que têm rostos aparentemente jovens) tem sequer noção de que bancos centrais são males que precisam ser eliminados, que o Estado - que foi e continua sendo exaustivamente inflado pelo PT e seus aliados – precisa ter, no mínimo, seu tamanho reduzido em cerca de 50% (para não dizermos 100% sem sermos acusados de “radicais” até por economistas que se dizem defensores do livre mercado)? Quem? Quem terá “peito” para acabar com a fábrica de votos chamada bolsa-família? Quem? Desafio qualquer um a apontar alguém.

Gente, vamos fazer em 2014 a nossa parte, continuando a espargir as ideias de liberdade e a boa teoria econômica da Escola Austríaca entre o maior número de pessoas que conseguirmos, especialmente entre as mais jovens. Fazendo isso hoje, as gerações futuras, um belo dia, nos agradecerão.

De resto, desejo um ótimo ano, no plano individual, para cada um de vocês.