08/07/2018

Não costumo escrever ou estudar aos domingos, mas como “a coisa” aconteceu hoje, em pleno dia do Senhor, vou fugir a esse hábito que cultivo desde a infância. Estava já me preparando para o delicioso pisolino - aquele agradável descanso de depois do almoço -, quando vi no celular que Lula ia ser posto em liberdade. Claro, achei aquilo surpreendente e então liguei a TV e fui consultar a internet, deparando-me com uma das notícias mais insólitas de que já tive conhecimento: em pleno recesso do Judiciário, um desembargador de plantão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em atenção a um pedido de habeas corpus impetrado na última sexta-feira pelos deputados federais Paulo Pimenta (RS), Wadih Damous (RJ) e Paulo Teixeira (SP), todos do PT, contrariando flagrantemente decisão tomada e posteriormente confirmada pelo plenário do STF e desrespeitando as diretrizes do CNJ, havia mesmo ordenado – e a toque de caixa - a libertação imediata do ex-presidente, condenado a doze anos e um mês de prisão em regime fechado, pena essa que corresponde a apenas um dos crimes em que é réu - o de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex o Guarujá. 

A notícia era verdadeira, caramba! Entretanto, à medida que consultava mais fontes, fui percebendo que a informação era mesmo aberrantemente insólita e anormal, mas em absolutamente nada era surpreendente, dado o desapego à ética que o partido envolvido vem demonstrando há vários anos. O plantonista é o desembargador Rogério Favreto, que foi filiado ao PT de 1991 até 2010 e, quando Tarso Genro se elegeu prefeito de Porto Alegre, foi premiado com o emprego de procurador-geral da prefeitura da capital gaúcha. Em 2005, ganhou um gabinete na Casa Civil do governo Lula, comandado por José Dirceu; em 2007, novamente sob a égide do companheiro Genro, assumiu o comando da Secretaria da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, onde permaneceu até que a companheira Dilma Rousseff, então presidente, o promovesse ao posto de magistrado, em 2011. Notabilizou-se, então, como o principal crítico da Lava-Jato no tribunal e foi o único desembargador do TRF-4 a votar, em 2017 pela abertura de processo disciplinar contra Sergio Moro, por “índole política”. O crítico do pretenso viés político de Moro, como se vê, tem um currículo mais enviesado do que aqueles pontos de crochê com nomes franceses que nossas avós gostavam de fazer. 

O novo atentado às instituições cometido hoje pelo PT por meio de seu plantonista ativista, a meu ver, apesar de suas intenções malignas, vai sair-lhe como um tiro no próprio pé. O intuito deles é tão evidentemente estúpido que chega a estarrecer: transformar o seu ídolo maior de criminoso em pobre vítima de uma inverossímil perseguição política, mesmo à custa de provocar instabilidade jurídica institucional e acirrar ainda mais os ânimos. O resultado dessa estultice ideológica, contudo, será fortalecer enormemente a candidatura à presidência do maior de seus inimigos, o deputado Jair Bolsonaro. 

Por isso, se você está revoltado com mais essa manobra pérfida, pense assim: ad augusta per angusta, ou seja, bons resultados muitas vezes chegam por caminhos estreitos. Não vem ao caso se gostamos ou não do capitão, o que importa é terminar de uma vez por todas com a praga que devastou nosso país, o lulopetismo

Gee, thanks a lot, Favreto, Pimenta, Damous, Teixeira e assemelhados, porque, ao revelarem mais uma vez a índole antiética, antimoral e indecente de seu partido, a ética tétrica socialista de que os fins justificam todos e quaisquer meios, não importa quão sujos estes o sejam, vocês estão definitivamente ajudando seu maior adversário a crescer e se consolidar e colaborando para encerrar de uma vez por todas a carreira do maior enganador da nossa história.