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Artigo do Mês - Ano XXI– Nº 241 – Maio de 2022

 

Nesta fase de pré-campanha das eleições de outubro, há alguns fatos muito importantes que não podem deixar de ser destacados. Dada a conjuntura bastante tumultuada destes dias no Brasil e no mundo, o que os eleitores brasileiros vão decidir em outubro não será apenas quem serão os escolhidos para presidente, governadores, terça parte dos senadores e deputados federais e estaduais, mas algo muito mais grave, que transcende mandatos de quatro anos.  

O que vai ser decidido, caros leitores, é sobre a nossa liberdade e a dos nossos descendentes. Não se trata de uma simples escolha entre direita, esquerda e “terceira via”, mas de optar por uma sociedade de indivíduos livres e calcada nos valores ocidentais judaico-cristãos ou por uma enorme prisão de 8.516.000 km², habitada por adoradores de Gaia, a deusa da terra e comandada na aparência pelo partido do mensalão, do   petrolão e outros ãos e seus puxadinhos, mas na prática subordinada aos planos dos financistas e socialistas que se acham donos de nossas ações e de nossas vidas e que desejam implantar uma governança global, também conhecida como Nova Ordem Mundial (NOM), uma aberração totalitária absolutamente inaceitável.

O contexto mundial

A NOM, esse experimento assustador de engenharia social, é real, configurado na sigla ESG (de environmental, social e governance - meio ambiente, social e governança) e está embutido nas previsões para 2030 do Fórum Econômico Mundial: “Você não será dono de nada, e você será feliz; o que você quiser, alugará e será entregue por drone”. Os globalistas querem impor ao mundo inteiro o seu conceito particular de felicidade e já estão mostrando sua pretensão abertamente: “Nós seremos os proprietários de tudo (até mesmo de seus corpos e dos corpos dos seus filhos)”. E mais: “Você comerá muito menos carne”. Sim, eles querem acabar com os nossos churrascos de final de semana, mas não é só isso.

Pretendem esses “autoritários do bem”, com seus irritantes discursos politicamente corretos fantasiados de boas intenções, promover um Grande Reset para instituir a NOM, um governo terrestre, um monstro híbrido e disforme que combina o capitalismo falsificado de Estado que lhes convém com o controle político absoluto, mediante o domínio das grandes redes do ciberespaço, cuja tecnologia lhes facilita controlar os indivíduos mais acuradamente do que faziam os regimes totalitários do passado, o controle de todas as organizações internacionais, como ONU, OMS, OCDE, OIT, FMI, Otan, Unicef e tantas outras e, o que realmente assusta, com descomunal poder de fogo financeiro para sustentar seu furor autoritário.

A ideia é tão simples como abjeta: “a gente quebra a economia do mundo inteiro e depois deita e rola”. Você duvida que a pandemia faça parte desse plano? E que a insuflação de uma guerra na Ucrânia por parte dos Estados Unidos, União Europeia e OTAN também atende a esses interesses? Pois fazem.

A arrogância desses psicopatas é inacreditável: “você será feliz porque nós estamos dizendo e não discuta; você e seus filhos serão nossos; você não precisará mais de religião, nós vamos substituí-las pela “mãe terra”; você só vai poder falar e escrever no nosso dialeto politicamente correto; você ficará feliz sabendo que vamos enfiar ideologia de gênero na cabeça dos seus filhos; você odiará brancos, heterossexuais e negros e homossexuais que não concordarem com os nossos padrões; e você só vai se alimentar de capim, porque apenas nós é que vamos comer carne; mas, fique tranquilo, tudo isso é pelo seu bem e o do planeta”.

A pandemia mostrou o poder dessa gente e o perigo que representa. Alguns analistas vêm avisando que foi um meio fabricado em laboratórios para servir a seus fins totalitários. Um dos efeitos da pandemia e das suas “terapias” foi uma transferência substancial de riqueza das mãos dos trabalhadores e dos pequenos e médios empresários para as dos novos donos do planeta, bem como a cooptação e a instrumentalização da esquerda mundial por essa gente que detém as maiores fortunas do mundo. E muitos políticos, no mundo inteiro, soltando suas frangas totalitárias, prendendo pessoas em casa, na praça e até na praia, fechando lojas e fábricas, impondo focinheiras, picadas e passaportes com truculência, mas em nome da “ciência”, com a cumplicidade de cortes supostamente constitucionais?

O alerta

Para ilustrar o que foi posto, transcrevo abaixo o alerta postado no dia 4 deste mês no tweeter por Filipe G. Martins, assessor especial do governo brasileiro para assuntos internacionais.

“1. A Time e Leonardo DiCaprio não são os únicos se intrometendo na política doméstica brasileira. Há gente muito mais perigosa do que o ator e seus colegas hollywoodianos envolvida nessa tentativa de manipular os brasileiros e afetar o desfecho da disputa eleitoral deste ano.

2. Uma dessas pessoas é George Soros, que através da Open Society (rede de fundações e organizações globalistas) criou mais um instrumento para interferir no Brasil, desestabilizar nossa sociedade e promover grupos e indivíduos vinculados à esquerda a posições de destaque.

3. Trata-se do "Washington Brazil Office", think tank fundado no dia 31 de janeiro, na capital dos EUA, com a finalidade de difamar o governo no exterior e promover em nosso país idéias estranhas à nossa cultura, à nossa história, às nossas tradições e ao nosso ethos político.

4. Duas informações bastarão para lhes dar uma idéia do que Soros e seus aliados pretendem com essa organização. A primeira é que o think tank tem um Conselho Consultivo, que conta com representantes indicados por ONGs como MST, MTST, APIB, Sou da Paz, e Instituto Marielle.

5. A segunda é que o think tank também conta com um grupo de cinco "embaixadores", pessoas que trabalharão em conjunto com organizações e políticos estrangeiros com a finalidade de solapar nossa soberania e influenciar a política brasileira através do lobby e da propaganda.

6. Os embaixadores escolhidos não poderiam ser mais reveladores: Sonia Guajajara, Daniela Mercury, Jean Wyllys, Gregório Duvivier e Wagner Moura — todos vinculados, de uma forma ou de outra, com a campanha de Lula e comprometidos com interesses alheios aos dos brasileiros.

7. Segundo a própria organização, seu objetivo é se valer da localização da sede do think tank, em Washington, para defender a inocência de Lula, organizar boicotes contra produtos brasileiros e propagar desinformações junto a parlamentares americanos e outros agentes políticos.

8. Tudo, é claro, com a finalidade de manipular os rumos da política no Brasil e influenciar o resultado eleitoral de 2022 e outras disputas políticas em todas as esferas; da esfera governamental à cultural, da esfera educacional à informacional, da esfera legislativa à judicial.

9. Embora alguns se apeguem às dificuldades naturais do percurso (sobretudo a uma corrente política recém-nascida e anti-hegemônica) para dizer que o resultado da eleição não importa, essa é uma visão extremamente equivocada e as forças globalistas e da esquerda sabem MUITO bem disso.

10. Há muitos problemas que estão em um patamar civilizacional e que não podem ser resolvidos eleitoralmente, mas também há muitas questões relevantes que serão decididas neste ano — e a esquerda, dentro e fora do país, já está trabalhando para conseguir o desfecho que almeja.

11. Diante disso, cabe a cada brasileiro que se importa com o destino do Brasil, e que não deseja ver nosso país perder ainda mais sua autonomia,  se conscientizar a respeito do que está por trás dessa campanha internacional de difamação ao Governo Bolsonaro, denunciá-la e respondê-lá sempre à altura. Tem muita coisa em jogo e os globalistas e a esquerda internacional estão colocando muito dinheiro para determinar os rumos políticos do Brasil de acordo com os seus próprios interesses e não de acordo com o interesse do Brasil e dos brasileiros.”

 

As eleições no Brasil

Temos que considerar que o globalismo é um meio para alcançar os objetivos totalitários de dois grupos: o primeiro é o de bilionários alojados nos mercados financeiros e nas big techs, que, por ganância de mais riqueza e poder, querem determinar como devemos nos comportar, o que podemos e o que não podemos comer, falar e fazer; o segundo é o movimento neocomunista internacional, que se locupleta com a NOM em dose dupla, ideológica e materialmente. O globalismo, portanto, é uma ideologia que faz uso de uma equipagem burocrática monumental, de âmbito global, centralizador e nada transparente, para controlar, impor, gerir e conduzir os destinos do planeta com vistas a atender a um projeto de poder. É o velho totalitarismo disfarçado de preocupações com o planeta.

É evidente que com a guinada para a esquerda globalista que a administração Biden provocou nos Estados Unidos, o Brasil de Bolsonaro tornou-se uma das pedras mais incômodas nos sapatos da NOM. Por isso, a ordem geral desses candidatos a ditadores do mundo é simplesmente: Bolsonaro não pode ser reeleito de jeito nenhum e vale tudo para impedir a sua vitória.

Com efeito, o governo brasileiro – que, como qualquer governo, tem defeitos – tem uma característica que impede os planos ditatoriais. Pelo seu empenho em defender a liberdade, a economia de mercado, os princípios morais genuinamente ocidentais e a soberania do país, mesmo sem ser perfeito, vem sendo um grande empecilho aos globalistas. Não parece exagerado dizer que o nosso país, desde que a administração dos Estados Unidos passou às mãos de pessoas extremamente incompetentes e mal-intencionadas, atualmente, depois da Rússia e da China (embora por motivos diferentes), tem sido o maior obstáculo ao projeto da NOM. Isso explica a histeria mundial, tanto por parte dos gregos entrincheirados nas big techs, nos mercados financeiros e de capitais, nos organismos internacionais e nos governos de esquerda, como da parte dos troianos tupiniquins alojados no cavalo “progressista” — com e sem mandatos legislativos ou togas —, em influir nas eleições brasileiras deste ano.

Os cabos eleitorais

É nesse contexto – que muitos ainda não entendem - que devemos insculpir a análise das eleições brasileiras deste ano. A opção não é entre Bolsonaro e o Barrabás Barbudo condenado em três (sim, três!) instâncias e posto em liberdade por um argumento fabricado de “CEP inválido”, ou entre Bolsonaro e Qualquer Outro da Silva, mas entre liberdade e servidão, entre prosperidade e atraso, entre dignidade e degradação, entre ética e malandragem, entre amar a Deus e negá-lo. Ninguém precisa gostar do presidente, mas tem o dever cívico de estar ao lado das ideias que ele defende, mesmo porque não há outros no momento em condições de ser presidente. A “terceira via” é uma piada sem graça.

Mas Bolsonaro conta com cabos eleitorais de peso, a saber: certos ministros do STF, a extrema imprensa e o próprio Barrabás.

Quanto aos primeiros, basta observar que cada canetada, cada declaração, cada “live”, cada exigência, cada participação em seminários organizados por esquerdistas aqui e no exterior, cada intromissão indevida nos outros poderes que os iluministros dão, fazem e cometem os afasta dos valores consagrados pela maioria dos eleitores em 2018 e produzem o efeito oposto de fortalecê-los. É inegável, primeiro, que a maneira deles de ver o mundo é alinhada com as ideias do indivíduo que colocaram em liberdade, do seu partido e assemelhados e dos globalistas e, segundo, que, embora não tenham sido eleitos pelo povo, detêm um poder muito grande.

Na extrema imprensa, pode-se detectar o mesmo efeito contrário: a cada mentira, desinformação, fofoca, insinuação, “lacração” e tentativa de manipulação que vem fazendo diuturnamente desde antes das eleições de 2018, o povo – que passou a se interessar por política graças à internet e pode ser sem instrução, mas não é mais bobo e manipulável – mais se aproxima do presidente.

Porém, a esta altura do campeonato, o melhor e mais eficiente cabo eleitoral da chamada direita é o indivíduo condenado em três instâncias e posto na rua - das quais, aliás, ele foge como um vampiro da santa cruz – pela ação de gratidão de seus amigos.

Enumerar as tolices que vem dizendo chega a ser enfadonho e só não é risível pelos perigos que representam. Em poucos dias, ele mostrou ódio pela classe média, que comete o pecado mortal de ter mais de um aparelho de TV em casa; defendeu os marginais que assaltam para roubar aparelhos celulares, afirmando que não devem ser punidos; disse que vai acabar com todos os clubes de tiros e desarmar a população que anda dentro da lei; defendeu o aborto; debochou de cristãos; aos berros, disse que vai parar com as privatizações e rever as que foram realizadas; que vai derrubar a reforma trabalhista de 2017; chutou que poderia acabar com a tensão na Ucrânia sentando em uma mesa de bar com os líderes mundiais e tomando cerveja; reforçou as promessas de controlar a internet; insultou os policiais e adversários; e muito, muito mais. É inacreditável.

E tudo sem apontar para qualquer solução, sempre naquele tom raivoso, ameaçando, assustando, aterrorizando, atemorizando e, sobretudo, simulando, mentindo, manipulando, enganando e bravateando, além de agredir o português com aqueles “sabe”, “eu queria dizer” e “nesse país” e exterminando plurais em quase todas as frases. Fico imaginando quantos votos ganha o seu adversário a cada uma das suas ameaças, bravatas e lorotas.

É uma vergonha um tamanho desqualificado - e depois de tudo o que as três instâncias do judiciário comprovaram que fez! - ainda gozar de direitos políticos para concorrer em uma eleição. Mas, por outro lado, é ótimo para Bolsonaro e, principalmente, para a preservação da ética e da nossa liberdade.

Como disse um velho amigo, a melhor coisa que a campanha para a reeleição do presidente pode fazer é entregar um microfone a Barrabás e deixá-lo à vontade.

 

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