Publicado na 

EDIÇÃO 88, DE 26 NOV 2021 - 11:22

 

Enquanto não acontecer a reforma imprescindível do modelo político, precisamos festejar cada quilômetro de avanço na estrada da prosperidade

“Em países diferentes as instituições serão diferentes, mesmo fundadas em leis iguais.
Talvez que, se as Constituições tivessem tido redações dessemelhantes, os resultados se

assemelhassem. Importa, pois, apurar a diferença, isto é, a razão pela qual os países da

América Ibérica diferem, quanto à política, dos Estados Unidos.”
João Camilo de Oliveira Torres

 

O leitor já deve ter deparado com críticas (geralmente formuladas por quem gosta de se apresentar como liberal ou conservador) à lentidão das reformas estruturais prometidas pelo governo federal e amplamente endossadas pelos eleitores em 2018. Certos avaliadores chegam a colocar em dúvida as reais intenções do presidente Jair Bolsonaro de promover as mudanças necessárias ao encolhimento do Estado e de sua ingerência nas atividades econômicas. Até acusam o seu “Posto Ipiranga”, o ministro Paulo Guedes, de renegar o conhecido passado de liberal convicto. Ele, que foi aluno de Milton Friedman e de uma plêiade respeitável de economistas que ensinavam na Universidade de Chicago nos anos 1970.

Publicado na Edição 86
12 NOV 2021 - 10:15 
 
 
Para a fauna politicamente correta, se fulano pensa diferente do que
a galera dos bonzinhos considera ser o certo, precisa ser eliminado

Publicado na edição 80

Em 1/10/2021

 

A possibilidade de um desastre ainda é remota, mas é bom pensar no futuro

 

Os mercados financeiros internacionais tomaram um baita susto com a crise da Evergrande, a segunda maior incorporadora imobiliária da China. O fato merece algumas reflexões. O que aconteceu? Quais são as possíveis repercussões no curto prazo sobre a economia mundial em um momento em que muitos países ainda sofrem com a destruição causada pela pandemia? Com desemprego, inflação e escassez de produtos já se enxerga uma desaceleração das atividades econômicas no país asiático. O que se pode prever para o futuro?

Publicado na edição 82

15 OUT 2021 - 11:06

 

A pandemia tem sido um bode expiatório recorrente, utilizado
por muitos governos para abrir as torneiras dos gastos

Há poucos dias, o presidente Joe Biden declarou, em meio a uma chuva de críticas ao antecessor Donald Trump e aos republicanos, que não pode afastar a possibilidade de um calote na dívida do país. Enfatizou que é necessário aumentar o limite de endividamento do Tesouro, que demarca até quanto pode tomar emprestado para honrar suas obrigações, como pagamentos de juros e benefícios sociais.

Publicado na edição 78
Em 17 SET 2021 
 
 
Judiciário e Legislativo deveriam deixar ao menos de atrapalhar as decisões
dos agentes econômicos e se limitar a desempenhar o seu importante papel institucional
 

A afirmativa de que instabilidades produzem efeitos desastrosos para o bom funcionamento das atividades econômicas parece ser trivial, intuitiva e dispensar maiores explicações. Entretanto, malgrado essa sensação de chuva no molhado, é importante ressaltar os efeitos devastadores provocados por volatilidades institucionais associadas ao atual desequilíbrio entre os Três Poderes, porém destacando certas características dos atos econômicos que geralmente são esquecidas pela maioria dos analistas.