Publicado na edição 80

Em 1/10/2021

 

A possibilidade de um desastre ainda é remota, mas é bom pensar no futuro

 

Os mercados financeiros internacionais tomaram um baita susto com a crise da Evergrande, a segunda maior incorporadora imobiliária da China. O fato merece algumas reflexões. O que aconteceu? Quais são as possíveis repercussões no curto prazo sobre a economia mundial em um momento em que muitos países ainda sofrem com a destruição causada pela pandemia? Com desemprego, inflação e escassez de produtos já se enxerga uma desaceleração das atividades econômicas no país asiático. O que se pode prever para o futuro?

Publicado na edição 78
Em 17 SET 2021 
 
 
Judiciário e Legislativo deveriam deixar ao menos de atrapalhar as decisões
dos agentes econômicos e se limitar a desempenhar o seu importante papel institucional
 

A afirmativa de que instabilidades produzem efeitos desastrosos para o bom funcionamento das atividades econômicas parece ser trivial, intuitiva e dispensar maiores explicações. Entretanto, malgrado essa sensação de chuva no molhado, é importante ressaltar os efeitos devastadores provocados por volatilidades institucionais associadas ao atual desequilíbrio entre os Três Poderes, porém destacando certas características dos atos econômicos que geralmente são esquecidas pela maioria dos analistas.

Publicado na edição 74 da Revista Oeste, em 20/08/2021

 

Não há como deixarmos de nos preocupar com a possibilidade de estouro da regra fiscal

 

“A melhor maneira de saber se um programa social é efetivo é verificar se ele

tem uma porta de saída e certificar-se de que ela vai abrir na hora certa.”

(Rabiscos de um economista conservador)

 

O velho Bolsa Família vai ser substituído pelo novo Auxílio Brasil. O governo entregou recentemente ao Congresso uma Medida Provisória nesse sentido. O Auxílio Brasil é composto de nove benefícios:

Publicado na edição 76 da Revista Oeste,

em 03 SET 2021

Mesmo com todos os obstáculos que vem enfrentando, o time liberal do

governo conseguiu aprovar algumas reformas microeconômicas importantes

Apesar da apropriação indébita do monopólio das boas intenções pelos ditos “progressistas”, a verdade é que ninguém — economista ou simples mortal — em sã consciência e pleno gozo de suas faculdades mentais pode ser “contra” o progresso. Embora até um mosquito sonolento cochilando sobre a cabeça de um jumento saiba que antes de discursar sobre qualquer coisa é aconselhável procurar saber o que de fato é a coisa, lamentavelmente não é o que acontece. Muitos daqueles que falam com ares doutorais sobre crescimento, renda,

A América Latina segue uma marcha decidida rumo ao atraso. Seu lema parece ser: 'Avante, para trás!'

“O que tem sido a esquerda do Terceiro Mundo senão a distribuição
efetiva da pobreza, pela incompetência na criação de riquezas?”
Roberto Campos

O tempo passa, o mundo gira, debutantes tornam-se avós, velhos sobrados caem e arranha-céus brotam em seu lugar, cabelos encanecem, o futuro vai-se transformando incessantemente em presente e logo em seguida em passado, mas há lugares em que parece que nada disso acontece, em que o estoque de conhecimentos que se acumula e modifica com o tempo, em vez de evitar novos erros, os multiplica. Esse quadro de tintas kafkianas parece descrever bem a Argentina, como, de resto, a América Latina. É uma marcha decidida rumo ao atraso, a demonstrar como são esforçados os políticos da região em prol do “progresso da decadência”. Seu lema parece ser: “Avante, para trás!”.