Publicado na Edição 101

25/02/2022 - 11:31

O que vamos decidir em outubro é se valorizamos de fato nossa liberdade ou se aceitamos ser escravizados por uma ideologia que só produz igualdade na miséria

 

 

Em 13 anos, eles devastaram a economia, a política e a ética. Agora, querem voltar, e seu patético pré-candidato à Presidência — sempre rodeado por um séquito de pajens — vem revelando o que pretende fazer caso retorne ao poder. Se você ainda não prestou atenção em seu lero-lero, é bom ficar esperto, porque são declarações de intenções — recorrentes e explícitas — de que, em nome de sua democracia popular de mão única, completará o serviço sujo que foi interrompido em 2016 e lançará o Brasil em uma aventura socialista. Tratam o país apenas como mais um membro da “Pátria Grande” que povoa seus anseios utópicos, uma fantasia que até hoje só produziu fome, miséria, escassez e escravidão no mundo, mas que mesmo assim insistem em replicar, a exemplo do que alguns países vizinhos vêm fazendo.

Publicado na Edição 98

04 FEV 2022 - 11:47

Políticos quase sempre vivem em disputa com os economistas do governo, principalmente quando estes são liberais, defensores, portanto, das privatizações e de uma menor carga tributária

 

“Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga.
Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira.”
Ronald Reagan

 

“Émelhor não contestar, foi uma decisão política da diretoria.” É muito provável que o leitor já tenha ouvido conselhos desse teor em sua empresa ou em uma repartição pública. Esse clichê é a aceitação de que uma “solução política”, uma vez decretada, mesmo quando descabida, dificilmente é revertida, porque decorre do exercício de algum poder — o que a sobrepõe às melhores soluções técnicas.

Publicado na Edição 93

31 DEZ 2021 - 11:25

 

A política econômica do governo está correta e é uma pena que

esteja enfrentando tantos adversários em um jogo bastante viciado

 

 

Fim de ano é sempre tempo de usar a balança, renovar a esperança e fortalecer a confiança. Hora também de arrumar armários, limpar gavetas e vestir cores que — acreditam muitos — ajudam a concretizar antigos desejos e aspirações. Descontado o teor de superstição, nada há de errado com esses hábitos, nem com o fato de se os replicar para o campo das relações econômicas. Afinal, também na economia, a esperança, a exemplo da fé, pode mover montanhas, desde que fundamentada em ações concretas e não em crenças incorretas.

Publicado na Edição 95

14 JAN 2022 - 10:50

 

Considerando a baderna e os problemas econômicos estruturais e os conjunturais

postos pela pandemia, o que devemos imaginar para o ano que começa?

 

 

Passados os foguetórios laudatórios do Ano-Novo, é tempo de enfrentar os apuros futuros da nova época, tarefa que exige, no campo macroeconômico, entre outras coisas, matutar sobre o que se pode esperar dos comportamentos da economia, da inflação de preços e do emprego. Escrevi propositalmente “matutar” — no sentido de meditar ou refletir —, e não “estimar” ou “prever” —, porque aprendi com a Escola Austríaca quanto é imprudente confiar cegamente em previsões geradas por modelos econométricos, por não se coadunarem com o mundo real, em que os indivíduos não se comportam como objetos, tal como esferas que fazemos deslizar em planos inclinados, ou frutas que lançamos repetidamente do alto de torres, para então quantificar suas reações.

Publicado na Edição 90

10 DEZ 2021 - 11:33

A terapia da Escola Austríaca é antipática, mas é a única que
funciona. Enquanto as cadeias de produção estiverem se reorganizando,
é preciso subir as taxas de juros e cortar despesas